A CASA TAMIRIKI: PATRIMÔNIO INDÍGENA KATXUYANA
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Autor : RUSSI, ADRIANA
Editora : EDITORA CRV
Páginas : 266
Edição : 1 - 0
Origem : NACIONAL
Encadernação : BROCHURA
Dimensões : 16 x 23 x 1.7
ISBN : 9788544429686
Situação : Fora de Catálogo
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Este livro apresenta uma análise muito bem-vinda de uma iniciativa dos Katxuyana, a construção de uma casa tradicional, chamada tamiriki, que a autora optou por analisar em profundidade. Para tanto, dedicou-se a passar temporadas convivendo com eles, entre 2010 e 2013, participando de seu cotidiano e buscando entender seu sistema de organização social e política, bem como o lugar e o papel da tamiriki nesse sistema, antes de terem sido transferidos para o Parque do Tumucumaque, em 1968. Esse é o pano de fundo com base no qual Adriana Russi se propõe a compreender as razões e o significado da decisão de, após regressarem para o seu território de origem, no início dos anos 2000, elegerem a casa tamiriki (que antigamente era um espaço doméstico, de moradia de um coletivo de famílias), em espaço público de reuniões e de festas, tornando-a um símbolo da resistência e do vigor de um povo e de sua cultura. Indo além da descrição e da análise etnográfica resultante de sua experiência de campo, a autora também se dedicou a uma importante pesquisa de fontes bibliográficas e iconográficas em acervos de museus brasileiros e europeus. Organizando esses materiais trouxe uma contribuição a mais, ajudando os Katxuyana do presente a terem acesso a informações e a imagens que lhes permitem se reconectar com elementos importantes de sua cultura e de seu passado, importantíssimos para o momento presente de retomada territorial e de seu jeito de viver em seu território de origem, de onde vem seu próprio nome e sua identidade de Katxuyana, ou de gente/yana, do rio Cachorro/Katxuru. Este trabalho merece ainda destaque por inaugurar uma nova leva de pesquisas sobre os povos Karib da bacia do Trombetas, que estavam paradas desde quando a região foi esvaziada por processos migratórios que agora, aos poucos, começam a se reverter no âmbito da recém-declarada Terra Indígena Kaxuyana-Tunayana.
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