A CULTURA DA REPETÊNCIA
(0)
Autor : EARP, MARIA DE LOURDES SÁ
Editora : APPRIS EDITORA E LIVRARIA LTDA
Páginas : 335
Edição : 1 - 2021
Ano : 2021
Origem : NACIONAL
Encadernação : BROCHURA
Dimensões : 16 x 23 x 2.1
ISBN : 9786558205135
Situação : Sob Encomenda
Data de lançamento : 16/02/2021
R$ 103,00
R$ 82,40
Economize 20%
Produto esgotado
Preencha os campos para ser avisado assim que o produto voltar ao estoque!
Consulte o frete
Este livro é um estudo sobre a repetência, principal impedimento para a universalização da conclusão da educação básica no Brasil.O fenômeno da repetência foi descoberto por pesquisadores como Teixeira de Freitas, Sergio Costa Ribeiro e Ruben Klein, a partir de estatísticas educacionais oficiais. Entretanto, não se conhecia ainda o mecanismo da repetência nas práticas escolares e nas representações de seus agentes.Para descrever a repetência, foi realizada uma pesquisa durante dois anos em duas escolas públicas cariocas localizadas na zona sul da cidade do Rio de Janeiro. O trabalho de campo seguiu o protocolo da investigação antropológica inspirada em Malinowski e se debruçou sobre os rituais e cerimônias escolares, como salas de aula, conselhos de classe, sala de professores, reunião de pais e festas escolares, convivendo com os "nativos" na "aldeia". A vida na escola é descrita sob o ponto de vista de alunos, professores e diretores, personagens desse drama que se desenrola no dia a dia do ambiente escolar.A pesquisa em salas de aula revelou como a cultura da repetência se reproduz na estrutura da aula. A sala de aula pode ser descrita pela metáfora "centro-periferia". No "centro" estão os alunos a quem o professor dirige o ensino na sala de aula; na "periferia" estariam os outros estudantes da classe, os excluídos do ensino. As representações docentes justificam a estrutura "centro-periferia", pois existe uma crença generalizada de que alguns alunos são menos capazes de aprender, por isso não adianta ensiná-los.O ritual da sala de aula é legitimado pelo julgamento feito nos conselhos de classe, espaço coletivo em que os professores atribuem valores morais ao juízo escolar. Na escola brasileira, o aluno que não aprendeu deve ser punido com a reprovação, que se naturalizou como o principal recurso para ensinar. Segundo a cultura da repetência, o professor não se vê responsável pelo aprendizado e promoção dos alunos bem como não concebe sua prática sem a reprovação. Este livro descreve a aventura antropológica da descoberta dessa cultura.
9786558205135
Nota 0 / 5
5 estrelas
4 estrelas
3 estrelas
2 estrelas
1 estrelas






