A OFICINA DO COSMÓGRAFO: OU A IMAGEM DO MUNDO NO RENASCIMENTO
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Autor : Franck Lestringant
Editora : CIVILIZAÇÃO BRASILEIRA
Páginas : 320
Edição : 1 - 2009
Ano : 2009
Origem : NACIONAL
Encadernação : BROCHURA
Dimensões : 13.5 x 21 x 1.7
ISBN : 9788520009512
Situação : Esgotado
Data de lançamento : 11/11/2009
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A oficina do cosmógrafo é o melting-pot laborioso, o antro empoeirado e barulhento de onde saiu um mundo inteiro.Este livro retraça a gênese da obra de André Thevet (1516-1592), geógrafo e cosmógrafo que serviu à dinastia dos Valois e, no ''''Novo Mundo'''', produziu o livro ''''As singularidades da França Antártica'''', com uma documentação de qualidade sobre a flora, a fauna e os costumes dos índios do Brasil meridional.Analisando a geografia e a cosmografia, ''''A oficina do cosmógrafo'''' mostra que uma civilização é avaliada por seus mapas - eles mostram sua percepção do Outro bem como a imagem que ela se faz dela mesma. Por seu trabalho, é criado um novo Universo.A cosmografia é o único modelo que permite reunir os dois períodos divergentes de uma via e dois extratos de uma obra heteróclita. Através dela, a experiência errante dos anos de juventude e a sedentaridade da idade madura deixam de se contradizer.Os relatos de viagens ao Levante e ao Brasil dos comedores de homens estruturam a imensa compilação que se sedimenta progressivamente em torno destes dois tropismos originais.A fim de operar a fusão entre a observação e o contorno suposto, a ficção cosmográfica segundo Thevet avança algumas ideias-força, ou temas obsessivos, como se queira: o primado da experiência sobre as autoridades, a soberania de um olhar ubíquo envolvendo instantaneamente o globo terrestre e a preferência concedida, entre as fontes, aos escritos técnicos e "populares" dos pilotos e dos marinheiros.Como um ateliê de artista, a cosmografia de Thevet parece submersa na bagunça do trabalho em curso, dos estudos, dos esboços mais ou menos acabados e de um amontoado de objetos heterogêneos, cujo uso, à primeira vista, não é absolutamente necessário. Por uma rara sorte, o canteiro geográfico de Thevet foi deixado quase intacto.Thevet oferece, assim, a circunstância ideal para se faze uma "arqueologia" da ciência geográfica no Renascimento.
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