A RAPOSA JÁ ERA O CAÇADOR
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Autor : MULLER, HERTA
Editora : BIBLIOTECA AZUL
Páginas : 240
Edição : 1 - 2014
Ano : 2014
Origem : NACIONAL
Encadernação : BROCHURA
Dimensões : 14 x 21 x 1.3
ISBN : 9788525058560
Situação : Esgotado
Data de lançamento : 01/12/2014
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Novo Romance da vencedora do Prêmio NobelHerta Müller é uma das mais importantes vozes da literatura mundial. Em "A raposa já era o caçador", a maestria de sua linguagem é capaz de projetar no leitor a atmosfera angustiante do regime totalitário da Romênia no fim dos anos 1980.Romênia, final dos anos 1980. A professora Adina e a operária Clara são amigas e moram juntas. A convivência e a cumplicidade são um refúgio em meio ao ambiente paranoico da ditadura comunista de Nicolae Ceaucescu. Quando Clara se envolve com Pavel, um agente da polícia secreta, a desconfiança se instala. Uma pele de raposa que pertence a Adina e enfeita o apartamento começa, lentamente, a perder pedaços. Com sua prosa elaborada, Herta Müller constrói um clima de insegurança e medo inspirado em sua experiência.Müller rejeita o termo autoficção, mas reconhece que seus romances são inspirados pela atmosfera de perseguição e investigações que a levaram a deixar seu país de origem. A escritora, que passou por quase 50 interrogatórios, teve suas amizades impactados pela paranoia do regime e transpõe parte dessa vivência em sua obra. O leitor é colocado diante do desconforto de Adina, que não se sente segura em sua própria casa, das questões de Clara que deseja Pavel e teme por sua amiga. Sem maniqueísmos, o agente secreto também enfrenta seus conflitos. Provocado por Clara, que o acusa de escolher suas vítimas, Pavel afirma: "todos somos vítimas".O romance é formado por capítulos aparentemente independentes. Aos poucos o leitor vai compondo a história. Herta Muller não se atém apenas a narrar os acontecimentos, sua prosa é repleta de imagens e reflexões. A pele da raposa, mutilada aos poucos, adquire vários significados. O tom de ameaça, a casa invadida, um objeto pelo qual Andina tem afeto sendo, aos poucos, destruído.
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