Marca: KOTTER EDITORIAL
CLAÚDIO GUERRA - MATAR E QUEIMAR
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Autor : ASSIS, DENISE
Editora : KOTTER EDITORIAL
Páginas : 191
Edição : 1 - 2020
Ano : 2020
Origem : NACIONAL
Encadernação : BROCHURA
Dimensões : 16 x 23 x 2
ISBN : 9786586526332
Situação : Disponível
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Eleger Claudio Antônio Guerra como personagem das páginas de um livro não foi uma escolha fácil. Na verdade, o acaso pesou na decisão. Havia um material bruto, guardado, a ser exposto. Torná-lo público só virou ação quando a sua figura ganhou concretude histórica, em 31 de julho de 2019, data em que Ministério Público Federal do Rio de Janeiro decidiu que eram "verdadeiras" as suas confissões a respeito do destino dado aos corpos de 12 "desaparecidos políticos" do período da ditadura (1964/1985).Aliás, sempre que preciso grafar essas datas, reluto. É que no meu entender a ditadura perdurou até 1989, quando elegemos o primeiro presidente pelo voto direto. O que 1985 marca é o fim do regime militar. O início da "transição", que nos tirou odireito de gritar nas ruas a nossa alegria pela morte da opressão. Aqui, no Brasil, fomos digerindo a transmutação aos poucos, via Colégio Eleitoral e voto indireto. Tivesse sido aprovada na madrugada de 25 de abril de 1984 - quando foi derrotada a emenda das "Diretas Já" -, um dos mais belos movimentos cívicos da história recente, e teríamos tido um dia de júbilo, tal como o dos chilenos na vitória do "NO" -, em 5 de outubro de 1988 -, que desbancou do Palácio de La Monedao ditador Augusto Pinochet.Ao referendar e denunciar Claudio Guerra como responsável por incinerar nos fornos da Usina Cambayba, em Campos dos Goytacazes, Norte Fluminense, os que resistiram ao arbítrio, o MPF o transformou em um personagem sobre o qual valia a pena sedeter e ouvir o que tinha a dizer. Não pelo que pudesse contar sob a sua ótica - soando para muitos como "gabolice" -, mas pelo que podia acrescentar aos episódios obscuros do período.Depois de ouvir testemunhas, comparar depoimentos e observar asconclusões de uma perícia feita a pedido da Comissão Nacional da Verdade, nos fornos da usina, o Ministério achou por bem concluir que, sim, eram verdadeiras e coerentes as revelações de Guerra. Desde 31 de julho de 2019 passou a ser conveniente trazê-lo à cena [.]Denise Assis
9786586526332
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