(DES)ENCONTRO MARCADO OU ENCONTRO (DES)MARCADO?: "PARADAS" NO "CORRE" DAS ADOLESCÊNCIAS DE MORADORES DE PERIFERIA
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Autor : MARIANA SABINO
Editora : APPRIS EDITORA E LIVRARIA LTDA
Edição : 1 - 2026
Ano : 2026
Origem : NACIONAL
Encadernação : BROCHURA
Dimensões : 16 x 23 x 2
ISBN : 9786525057347
Situação : Pré-Venda
Data de lançamento : 11/09/2026
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Este livro aborda os temas adolescências e segregação e traz recortes da experiência de trabalho da autora com adolescentes moradores de regiões periféricas de Belo Horizonte e região metropolitana, em sua maioria negros, pobres e estudantes de escolas públicas. A partir da escuta de orientação psicanalítica a este público, encontramos uma adolescência marcada por discriminações e exclusões sociais. A adolescência, para a psicanálise, se constitui como construção social e subjetiva. Os discursos hegemônicos em nossa cultura, atravessados pelo neoliberalismo, pelas tecnologias digitais - que imprimem um ritmo acelerado em nossa vida - e pelo avanço da ciência atrelado ao discurso capitalista - que amplia processos de segregação -, dificultam a constituição da adolescência enquanto um tempo lógico de elaboração psíquica do real da puberdade. Em nosso país, marcado por profunda desigualdade social e econômica, a segregação social - atravessada por marcadores de raça, classe e gênero - se apresenta de forma radical. Os adolescentes que habitam periferias das cidades brasileiras, convivendo com degradação, pobreza e precariedade dos serviços públicos, sofrem seus efeitos. Eles não têm o tempo de moratória necessário à entrada na vida adulta. A urgência em atender ao que é da ordem da necessidade os impele a assumir responsabilidades precocemente. Diante desse cenário, consideramos importante pensar como os jovens que vivem em condições de vulnerabilidade social constroem suas adolescências. A partir da teoria psicanalítica de orientação lacaniana, em interlocução com outros campos do saber, destacamos como referência central a dimensão temporal. Neste livro, são apresentadas falas escutadas em pesquisas com adolescentes e na experiência de trabalho com este público. Além do encontro com o real da puberdade - marcado para todos -, os jovens moradores de periferia têm um encontro marcado com a segregação. Como saída, eles inventam "paradas" em meio aos "corres". Nesses casos, existiria um desencontro marcado ou um encontro desmarcado? Nossa aposta é de que esse livro possa contribuir para a construção de projetos e políticas públicas que considerem as diferentes adolescências brasileiras, além das especificidades do caso a caso.
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