Dez provas da inexistência de Deus
(0)
Autor : Piva: Lima
Editora : ALAMEDA CASA EDITORIAL
Páginas : 344
Edição : 1 - 2012
Ano : 2012
Origem : NACIONAL
Encadernação : BROCHURA
Dimensões : 14 x 1 x 21
ISBN : 9788579390890
Situação : Esgotado
R$ 110,00
R$ 88,00
Economize 20%
Produto esgotado
Preencha os campos para ser avisado assim que o produto voltar ao estoque!
Consulte o frete
O ateísmo diz que Deus não existe. Ou melhor, quando diz que ele existe, é para mostrar que ele é uma ficção e como esta ficção se constitui. Como um pensador ele se faria o fenomenólogo do Papai-Noel. Meslier disse: nossas impotências invertidasproduziram a fabulação de um poder, Deus, diante do qual as pessoas se prosternam para lhe solicitar que ele lhes dê o que nos falta - poder, imortalidade, sabedoria etc. O rebaixamento do ato de se ajoelhar para orar mostra isso muito bem: prostrado no chão, ele implora ao céu que lhe ofereça um pouco da graça divina que lhe falta. A ideia de opor "defensores das provas da inexistência" e "defensores das provas da existência de Deus" é uma ideia. escolástica! Trata-se de uma ideia da época em que, na Universidade, se disputavam questões com argumentos, debates, retóricas, sofismas, premissas e lógicas maiores a fim de legitimar na razão o que Nietzsche chamará mais tarde de idiossincrasia, em outros termos, de fisiologia. Num primeiro momento, cremos ou não cremos, em seguida se buscam e se encontram razões para legitimar sua posição visceral. A prova é que a prova não prova nada. Do contrário, ela seria suficiente para arrancar o assentimento do seu interlocutor. Lembro-me de uma reunião na universidade em que o professor anunciou um curso sobre as provas da existência de Deus em são Tomás. Eu disse tolamente a mim mesmo: "se a prova prova, eu devo ser convencido".A prova não provou, eu não fui convencido, a prova não prova nada - é uma prova, não? Mas debatamos mesmo assim, oponhamos os argumentos, façamos cintilar as armaduras para o inimigo, pois talvez entre os leitores uma fisiologia inacabada, uma idiossincrasia trêmula, tenha necessidade de uma frase para se ajoelhar ou para dizer, como Rimbaud: "Que vá à merda Deus!". O divertimento vale a pena. Michel Onfray
Nota 0 / 5
5 estrelas
4 estrelas
3 estrelas
2 estrelas
1 estrelas






