Psicanálise nos trópicos: mitos e percursos lacanianos
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Autor : Christian Dunker
Páginas : 176
Edição : 1 - 2026
Ano : 2026
Origem : NACIONAL
Encadernação : BROCHURA
Dimensões : 16 x 2 x 23
ISBN : 9786557175873
Situação : Pré-Venda
Data de lançamento : 17/10/2026
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Em meio a debates sobre regulamentação, ciência e decolonialidade, Psicanálise nos trópicos, de Christian Dunker, apresenta ao leitor, de forma pioneira, o trajeto da psicanálise lacaniana e sua influência no Brasil. Seria a recepção brasileira de Jacques Lacan, mais uma ideia fora do lugar importada da França? Ou, ao contrário, a incorporação antropofágica do lacanismo expressa tensões profundas da formação cultural brasileira? Fundacionismo, tropicalismo, marginalismo e universalismo são narrativas míticas da psicanálise, mas também da brasilidade, que precisam ser retomadas historicamente se queremos fazer uma psicanálise a altura de nossa época e para além de nosso tempo. A obra perpassa a história desde a recepção de seu estilo, como a oralidade, o barroco, a negatividade e o surrealismo, até se desdobrar nas hipóteses sobre a lógica do condomínio no cenário brasileiro, tema iniciado no premiado Mal-estar, sofrimento e sintoma: uma psicopatologia do Brasil entre muros, lançada em 2015, também pela Boitempo. O autor se questiona se existe uma psicanálise brasileira, e a obra investiga essa indagação: "Percorrendo essa tapeçaria histórica a partir de suas simetrias e suas assimetrias, Dunker propõe para jovens analistas uma espécie de mapa dos mitos que organizam caminhos e descaminhos já trilhados pela psicanálise no Brasil", escreve Gabriel Tupinambá na quarta capa.Trecho "O propósito aqui é examinar a segunda entrada da psicanálise, que coincide com o retorno da questão da questão da brasilidade, desde os anos 1970, a partir da chegada da psicanálise lacaniana. Por características inerentes à situação francesa, esta se caracteriza pelo forte impulso de retorno radical aos princípios freudianos, como que a refundar a verdade da psicanálise. Em contrapartida, tanto o percurso de Lacan e o mito em torno de sua excomunhão quanto sua recriação heroica da psicanálise consolidaram a ideia de uma 'psicanálise de corte francês', repleta de neologismos, torções e referências à língua francesa. O sucesso de sua empreitada inspirou um fenômeno crescente de desinstitucionalização, formações independentes e marginais, espraiando pelo mundo afora a boa nova de que um psicanalista se autoriza de si mesmo, de que toda análise é por si só didática e de que o desejo de psicanalisar é uma experiência ética, não uma certificação burocrática."
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